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Secretaria da Educação permanece sem comando

José Renato Nalini deixou o cargo de secretário estadual da Educação no último dia 6/4. Seu sucessor ainda não foi definido pelo governador, deixando sem direção a maior rede de ensino da América Latina, com 5 mil escolas, 300 mil professores e 4 milhões de alunos. Para o deputado Carlos Giannazi, é o pior momento para a pasta ficar sem comando, já que há carência de profissionais provocada pela ausência de concursos públicos e pela evasão de servidores, que optam por ocupações com melhor remuneração. "Vivemos uma tragédia educacional, com salas superlotadas, violência nas escolas e falta de funcionários, especialmente agentes de organização escolar. Não há uma escola no Estado que tenha o módulo completo do quadro de apoio", afirmou. O deputado também elencou a questão dos professores eventuais, cuja contratação está limitada a um profissional por escola, número em muitos casos insuficiente. Para Giannazi, seria de "bom senso" o governador nomear um profissional da educação, preferencialmente da rede estadual, que conheça profundamente essa realidade. O líder do PSOL acredita que se o secretário for um educador comprometido com a qualidade do ensino, deverá interromper a implantação do Contrato de Impacto Social (CIS) - experimento de gestão que privatiza a educação e transfere dinheiro público para empresas privadas.
16/04/2018 (00:00)
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